quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

CALA A BOCA!


Existe muita gente explosiva, pessoas impulsivas que falam e fazem coisas sem pensar e depois são consumidas pelo remorso. Quem nunca disse algo espontaneamente e depois pensou: “Humm, por que não fiquei quieto(a)?”

O “pensar antes de falar”, sempre muito útil e eficaz, é algo que deve ser adquirido, com treino e paciência. É um reflexo que se ganha com o tempo, praticando e utilizando o raciocínio. Claro que não conseguimos (e nem devemos) fazer isso todo o tempo, pois a espontaneidade também é uma qualidade boa. Mas em certos momentos, devemos nos preparar mentalmente para não dar uma gafe da qual podemos nos arrepender futuramente.

Isso vale tanto para o seu amor quanto para as outras pessoas. As vezes a gente embala numa conversa e acaba descontraindo além da conta com desconhecidos ou meros colegas, aí depois vem aquele arrependimento de ter “falado demais”.


Algumas coisas devem ser medidas e policiadas para que não aconteçam mais. Seja num almoço em família, numa roda de amigos ou com apenas a pessoa amada, devemos ter cautela de como nos expressamos.

O problema não é o que dizer, e sim “como” dizer. Existem infinitas formas de se referir a alguma coisa sem perder a real intenção do entendimento final.

Olhem só um exemplo básico com um casal:

Situação 1
ELE: Vamos sair?
ELA: Vamos sim, mas antes vá colocar sua blusa de frio.
ELE: Não preciso de blusa de frio.
ELA: Ah não? Então vai dar uma olhada no tempo lá fora.
ELE: Já disse que não preciso de blusa de frio.
ELA: Depois que você fica doente sobra pra eu cuidar de você!
ELE: NÃO QUERO BLUSA NENHUMA! VAMOS LOGO!
ELA: PROBLEMA SEU! Depois não vem reclamar pra mim!

Situação 2
ELE: Vamos sair?
ELA: Vamos sim, mas antes vá colocar sua blusa de frio.
ELE: Não preciso de blusa de frio.
ELA: Ah amor, está muito frio lá fora.
ELE: Que nada! É só um ventinho. Eu agüento.
ELA: Não quero que você fique doente, aí não vamos poder nos curtir com você doentinho!
ELE: Ah amor, não quero ter que colocar blusa!
ELA: Coloca por mim vai? *faz cara de cachorro bobo*
ELE: Tá bem, rs. O que eu não faço por você?!

A conversa se inicia da mesma forma em ambas as situações mas as atitudes tomadas levam a finais totalmente diferentes. Coisa simples, coisa boba, mas que ajuda demais a manter um relacionamento pessoal estável e sem atritos desnecessários.
Às vezes nós até temos vontade de responder algo de forma mais rude, que enfrente a outra pessoa, fazendo-a assumir que está errada por si só. Mas pra que? É nessas horas que devemos respirar, pensar depressa e escolher o caminho a seguir.

Certa vez, não faz muito tempo, meus parentes estavam almoçando aqui em casa. Meu namorado me pediu uma colher pra comer a sobremesa. Eu peguei uma na gaveta de talheres e coloquei em frente a ele, em cima da mesa. Ele estava distraído conversando e continuou a esperar pela colher. Até que exclamou: “Ôh mor, cadê a colher que te pedi?”. Achei graça e respondi: “Está na sua frente amor. Se fosse uma cobra hein?! rs”. Meu tio que assistia a tudo ficou surpreso coma situação e achou estranho a gente se tratar tão bem depois de tantos anos juntos. Claro, depois de anos de relacionamento a resposta esperada seria: “Tá cego imbecil? Não tá vendo ela bem no seu nariz?”. Se fosse um dia de TPM provavelmente a resposta seria essa (com mais algumas palavrinhas de brinde, hehe) XD


Isso se encaixa em qualquer relação, no trabalho, com familiares, amigos e conhecidos. Por que não deixar o relacionamento mais fácil? Pra que complicar? Não vamos ganhar nada com estupidez gratuita. Vale muito mais a pena manter a velha boa educação (mesmo que muitas vezes nossa real vontade seja gritar alguns palavrões, hehe)

Quem sabe não é hora de mudar? Ou tentar pelo menos! rs


2 comentários:

Maria Augusta disse...

esse post é muito meu, rs

Vânia T. disse...

Confesso que quando terminei de ler tudo lembrei de vc, hehehe =***

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